No último sábado, 1º, a sede dos poderes Executivo e Legislativo de Palmas foram novamente transferidas para o distrito de Taquaruçu. A mudança acontece todos os anos para reverenciar a localidade que cedeu o título de município para permitir a construção da mais nova Capital planejada do País no centro do Tocantins. A data é um importante marco para lembrar de quão especial é Taquaruçu para Palmas e para os palmenses. Um recanto de belezas no meio do cerrado.

Palmenses de coração como o pioneiro Anísio Moura da Silva, de 102 anos. Figura muito conhecida no distrito, Anísio é um morador pioneiro que guarda muitas lembranças da história de Taquaruçu. “Cheguei em 17 de julho de 1945, lembro da data porque vim sem saber onde ficar, acabei me arranchando aqui. Só havia três moradores, eu fui o quarto. Tinha 26 anos, acabei conhecendo tudo, todas essas ponta de serra, essas matas.Viver aqui foi muito bom para mim”.

Ele veio de Nova Iorque – MA e lá se trabalhou e criou 12 filhos. “Quando Palmas estava sendo construída, trouxe melhoria para todo mundo daqui também. Para quem queria trabalhar, teve oportunidade. Na época teve quem não achou que não seria boa a mudança, mas também teve quem achava que seria boa”, lembra.

“Aqui consegui muitas amizades, o fruto do meu trabalho. Não teve lugar melhor para mim. Teve tempo difícil, mas hoje é só sossego. Posso dizer que, para mim, Taquaruçu significou bastante para minha vida.” O relato da cessão do título de Município, nas lembranças do pioneiro muito lúcido, se mescla com a enumeração de muitas melhorias para a toda a região, especialmente do acesso ao distrito e de comunicação com outros municípios e regiões.  

Além da chegada de melhorias para o distrito (asfalto, energia, linhas telefônicas, etc), segundo ele, houve também a chegada de muitas outras pessoas que também se apaixonaram pelo distrito. “Conhecia todo mundo que é antigo aqui, mas agora direto vejo gente nova, o que é sempre bom”, opina Anísio. Todos esses novos moradores enxergaram no distrito a tradução física de recanto de clima privilegiado no meio do cerrado tocantinense.

Apaixonados por Taquaruçu: recanto do cerrado

A família da gerente de pousada Juliane Matubara é um exemplo. Eles se mudaram para o Vale do Sumidouro, no distrito, há cinco anos, vindos de Natal-RN. “Meu pai havia vindo conhecer o Jalapão e acabou passando um dia aqui. Foi paixão à primeira vista. Viemos de Natal-RN, onde tínhamos um supermercado. Vivíamos uma insegurança grande lá, eram sete assaltos por mês. Quando viemos para cá houve a ideia da pousada familiar”, diz Juliane. A gerente conta que a mudança foi drástica para a família, mas o negócio se desenvolveu bem rapidamente.

“Para nossa família foi uma mudança importante, pela nossa segurança, tranquilidade e saúde também. Como a administração da pousada é feita pela família, é difícil sairmos daqui. Temos trabalho todo dia, mas a qualidade de vida é outra. Temos condições de sentar todos juntos e almoçarmos em família, o que não acontecia”, conta.

A engenheira de alimentos Isabela Torres também é uma desses novos apaixonados pela localidade.  Já tendo morado em cidades agitadas, como São Paulo (SP) e Goiânia (GO), ela que decidiu se mudar há um ano para Palmas. Mas o calor dificultou a adaptação da família. Por isso, há alguns meses, eles se mudaram para Taquaruçu. “Gostei muito do ambiente, da natureza, tudo é muito bonito e tranquilo. Vim buscar paz e tranquilidade e achei. Quando alguém me fala que é longe, para mim que vim de fora, tudo é perto a começar pelo postinho de saúde e as escolas das crianças. A mudança nos fez ganhar qualidade de vida e segurança”, relata ela.  

Fonte: SECOM de PalmasImagem: Valério Zelaya

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